A cruz do Calvário apela com poder, oferecendo
uma razão pela qual devemos amar a Cristo agora, e porque O devemos
considerar o primeiro, o melhor e o último em tudo. Devemos tomar a
posição que nos convêm em humilde arrependimento aos pés da
cruz. Podemos aprender as lições de mansidão e humildade de espírito ao
subirmos o Monte Calvário e, olhando à cruz, vermos nosso Salvador em
agonia, o Filho de Deus morrendo, o Justo pelos injustos.
Contemplai
Aquele que com uma palavra podia chamar legiões de anjos em Seu auxílio,
sujeito aos gracejos e risos, às injúrias e ódios.
Ele Se entrega em
sacrifício pelo pecado. Quando injuriado, não ameaçava; quando
falsamente acusado, não abria a boca. Ora, na cruz, por Seus assassinos.
Por eles está a morrer. Está pagando infinito preço por cada um deles.
Não quereria perder um daqueles a quem comprou por tão alto custo. Ele
Se entrega para ser ferido, açoitado, sem um murmúrio. E esta vítima sem
queixas é o Filho de Deus.
Seu trono é desde a eternidade, e de Seu
reino não haverá fim.
... Olhai, oh, olhai à cruz do Calvário;
contemplai a régia Vítima sofrendo em vosso lugar.
... O Filho de Deus
foi rejeitado e desprezado por amor de nós. Podeis vós, à plena vista da
cruz, contemplando com os olhos da fé os sofrimentos de Cristo, contar a
história de vossos infortúnios, vossas provações?
Podeis acalentar no
coração vingança para com vossos inimigos, ao passo que dos pálidos e
trêmulos lábios de Cristo brota uma oração por Seus injuriadores, Seus
assassinos — “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”? Lucas
23:34. - PC 60.2
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